sexta-feira, 27 de abril de 2018

Miúdos a Votos

Está escolhido o livro mais fixe!

Dia 23 de abril, os alunos do 3.º ciclo escolheram os livros de que mais gostam. Em 1.º lugar ficou  "O Rapaz do Pijama às Riscas", seguido de "A Culpa é das Estrelas".



Atividade dinamizada pelas Professoras Leonor Pires e Teresa Bamond.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Concurso Nacional de leitura - programa


Atividades no Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor

 Do Circuito Documental ao Livro e à Leitura

Visita à Biblioteca da UTAD
Os alunos do 12º G e 10.º F deslocaram-se à Biblioteca da UTAD, na companhia das professoras Elsa Rebelo e Dores Dias para uma visita guiada pelas suas instalações. Foram esclarecidos sobre os passos que englobam toda a atividade documental desde a aquisição até à colocação nas salas de leitura. Passaram pelos laboratórios de fotografia e de filmagens. Tiveram ainda o prazer de conversar à volta dos livros com o Professor Doutor José Reis.







sábado, 21 de abril de 2018

Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor - Atividades na Biblioteca


Visita à Biblioteca da UTAD






Atividades promovidas pela Biblioteca da UTAD:


       Do circuito documental ao livro e à leitura: pretendemos com esta atividade proporcionar        uma experiência verdadeiramente singular sobre os procedimentos que englobam toda a atividade documental desde a pesquisa, seleção, solicitação, aquisição, registo e inventariação das obras nos seus diferentes formatos, passando pelo tratamento técnico e análise documental, até à difusão e colocação dos mesmos nas diferentes salas de leitura da biblioteca. Terminado o processo que se pretende dinâmico e interativo, convidam-se os estudantes a visitarem os espaços da biblioteca central, o laboratório de fotografia analógica, digital e arquivo, o laboratório de filmagens (som e imagem) facultando, deste modo, múltiplos olhares, leituras e experiências. De laboratório em laboratório pretendemos deixar uma pegada ecossistémica do mundo do livro, da leitura, da imagem, do som, da palavra.

Leituras Avulsas: Leitura de diferentes textos e sua fruição individual e/ou em grupo experiência e sentido de inclusão promovida pela mesma.

Feira do Livro: Em simultâneo, irá decorrer no amplo átrio da biblioteca, a venda de publicações da UTAD com a promoção de um desconto de 50% sobre o preço do catálogo, como forma de estimular o gosto pela leitura e pelo conhecimento.
Leva-me contigo: iniciativa associada a uma prática de economia circular, que procura promover a leitura através da troca de livros. Transformar a realidade que nos circunda numa imensa biblioteca de saberes. Esta atividade terá início no dia 23 de abril de 2018 e prolongar-se-á ao longo do ano.
  

 Miúdos a Votos - Eleições

Não percas a oportunidade de votar no livro mais fixe!



Atividades dinamizadas pela professora de Espanhol

 Leituras dramatizadas

 

sábado, 14 de abril de 2018

O Presidente da Quercus na Escola S. Pedro - Vila Real

Atividade dinamizada pelo professor Pedro Miranda



João Branco seriamente preocupado com as alterações climáticas

Presidente da Quercus na Escola S/3 São Pedro: o “fim do mundo” deslocou-se do discurso religioso para uma quase constatação “científica”

O “fim do mundo” tinha, na infância transmontana de João Branco, um frémito “religioso” que se transmutou, na idade adulta, profissional e de militante das causas da natureza em grito “científico”: a Terra, nossa Casa Comum, está em risco. E, ainda assim, paradoxais se nos apresentam as reacções tanto indiferentes – apesar de tudo, a ameaça (que paira sobre o planeta que habitamos), a muitos, ainda surge como remota - pelo menos “para si, para a sua família e comunidade” – quanto desesperadas – as consequências, da diminuição das espécies, até à falta de recursos como a água, por exemplo, adquirem, não raro, uma feição apocalíptica.
O Presidente da Quercus veio à Escola S/3 São Pedro, a 12 de Abril, fazer um balanço dos avanços e recuos que o pós-Cimeira (do Clima) de Paris (2015) tem revelado. Este é o tempo de perceber se os compromissos assinados, há cerca de três anos, têm sido cumpridos; se tais compromissos se revelam, hoje por hoje, bastantes na mitigação do aquecimento global; como reagir à denúncia dos Acordos pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, à menor ambição na diminuição de emissão de gases com efeito estufa pelo novo governo alemão, até ao espaço para algum optimismo na expansão global do aproveitamento solar.
Os alunos do 9ºano, de EMRC, haviam visto e reflectido sobre o mais recente documentário cujo argumento AlGore assinou – Um sequela inconveniente – verdade ao poder (realização de Jon Shenk e Bonni Cohen). Tomaram nota das principais linhas programáticas do importante documento do Papa Francisco, em termos ambientais, a encíclica Laudato Si. Agora, com o especialista, professor por uma tarde, powerpoint detalhado, percebiam que enquanto a selecção das espécies, descrita por Darwin, se modelava de forma “lenta”, o actual ritmo é frenético, sendo que há imensas “plantas e animais domésticos em desaparecimento”, “a variedade agrícola” está posta em causa: ora, “se houver uma doença, se eu apenas tiver um clone, e caso apareça um fungo que ataca aquela específica qualidade de feijoeiro”, por exemplo, nada mais resta. Do mesmo modo, o “solo está em perigo”, dado que se “constrói em cima de solos agrícolas” e/ou estes “são mal lavrados”. Pescamos mais peixes do que aqueles que “são regenerados de forma natural” pelo mar. A Universidade de Washington considerou, no ano passado, que a temperatura subir “apenas” 1,5 graus, objectivo de Paris para o médio prazo, é praticamente impossível. Em Portugal, o Instituto Dom Luís aponta para a subida de cerca de 5 graus para a temperatura máxima em Bragança, face aos dias de hoje, em 2100. Com a subida, imensa, da temperatura, os corais ficam em cheque. A desertificação do território português, em cerca de 30%, outro problema, que confina com a questão económica: que será da cortiça ou do vinho que tanto exportamos e que tanto emprego gera, fixando populações? Vamos precisar de nos adaptar, por um lado, e, por outro, tentar mitigar, com recurso a novas tecnologias, as alterações climáticas. É o facto de nos encontrarmos na Periferia do Sahel que faz com que Portugal e a Península Ibérica se encontrem entre os territórios mais afectadas pelas mudanças climáticas em curso. Não conhecemos, ainda, com exactidão as consequências de um aumento potencial da temperatura em 4 graus (questão que um aluno colocou), nem se a ideia de passarmos a ter “duas estações” apenas não passa de um “mito urbano” (como uma outra colega da turma questionou). Sabemos que as alterações climáticas se repercutem em ondas de calor, aumento dos níveis do mar, precipitação, temperatura, ou fogos florestais. Ou que, em Trás-os-Montes, temos 200 a 300 lobos – que se encontram, possivelmente, em risco de extinção. O planeta, hoje com 7 mil milhões de habitantes, terá 9 mil milhões em 2040/2050. Se em 2017 os recursos foram gastos até Agosto, de aí em diante tendo nós que recorrer à nossa “conta a prazo”, muito estilo de vida – da quantidade de carne que comemos, da água que gastamos, dos transportes que importa partilhar – terá que mudar, sendo que alguns não crêem, sequer, que os comportamentos individuais desempenhem aqui demasiado peso estatístico na transformação a operar (que dependerá muito mais dos compromissos dos principais Estados). Positivo, em todo o caso, perceber que Estados como a índia ou a China, que durante anos pensavam que estes compromissos nada tinham que ver com eles, hoje terem vindo à mesa das negociações e subscrito o Acordo de Paris, com mais de 170 países.
Mas pelo ritmo a que as alterações drásticas se registam, mesmo a nova viagem a Marte, prometendo colonizar um novo planeta parece ainda insuficiente para travar a nossa tendência depradadora.

Pedro Miranda



quinta-feira, 12 de abril de 2018

quarta-feira, 21 de março de 2018

Agenda 2030 - Objetivos de desenvolvimento sustentável


Disponibilizam-se os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, dos quais se destaca o objetivo 5 - Igualdade de Género.
A igualdade de género é o tema/problema a desenvolver com as turmas de 10º ano na disciplina de filosofia em articulação com a Biblioteca Escolar.

O objetivo 5 - Alcançar a igualdade de género e empoderar todas as mulheres e raparigas

• Acabar com todas as formas de discriminação contra todas as mulheres e meninas,
em toda parte.

• Eliminar todas as formas de violência contra todas as mulheres e meninas nas esferas
públicas e privadas, incluindo o tráfico e exploração sexual e de outros tipos.

• Eliminar todas as práticas nocivas, como os casamentos prematuros, forçados e en-
volvendo crianças, bem como as mutilações genitais femininas.

• Reconhecer e valorizar o trabalho de assistência e doméstico não remunerado, por
meio da disponibilização de serviços públicos, infraestrutura e políticas de proteção
social, bem como a promoção da responsabilidade partilhada dentro do lar e da família,
conforme os contextos nacionais.

• Garantir a participação plena e efetiva das mulheres e a igualdade de oportunidades
para a liderança em todos os níveis de tomada de decisão na vida política, económica
e pública.

• Assegurar o acesso universal à saúde sexual e reprodutiva e os direitos reprodutivos,
em conformidade com o Programa de Ação da Conferência Internacional sobre Po-
pulação e Desenvolvimento e com a Plataforma de Ação de Pequim e os documentos
resultantes das suas conferências de revisão.

• Realizar reformas para dar às mulheres direitos iguais aos recursos económicos, bem
como o acesso à propriedade e controle sobre a terra e outras formas de propriedade,
serviços financeiros, herança e recursos naturais, de acordo com as leis nacionais.

• Aumentar o uso de tecnologias de base, em particular as tecnologias de informação
e comunicação, para promover o empoderamento das mulheres.

• Adotar e fortalecer políticas sólidas e legislação aplicável para a promoção da igual-
dade de género e o empoderamento de todas as mulheres e meninas, a todos os níveis.

Fonte: http://www.instituto-camoes.pt


terça-feira, 20 de março de 2018

segunda-feira, 19 de março de 2018

Novidades

Novidades na tua Biblioteca!

Supergigante de Ana Pessoa


Número Zero de Umberto Eco

domingo, 4 de março de 2018

Literacia 3DI Fase Distrital


Parabéns à Beatriz Peixoto Sá do 7º B e ao Gustavo Filipe Simões Cardoso do 8º B


sábado, 3 de março de 2018

Sessão de Poesia - Deus como interrogação na poesia portuguesa



 Pedro Miranda e David Ramos


















Sessão de poesia – Deus como interrogação na poesia portuguesa

David Ramos é um jovem vilarealense, com uma já significativa intervenção cultural no espaço público que o leva a alguns dos palcos mais carismáticos do país, como o Hard Club, onde marcará presença muito em breve. Estudante do terceiro ano de Direito, ele conjuga a proximidade e informalidade que esperaríamos encontrar num rapper, com a amabilidade e delicadeza de um gentleman. Sincronizado, sintonizando razão e emoção em cada palavra pronunciada, excelente diseur, David Ramos foi o nosso convidado para a sessão de poesia da passada quinta-feira, 1 de Março, ao fim da tarde, partindo da antologia “Verbo. Deus como interrogação na poesia portuguesa” (Assírio e Alvim, 2014), organizada por Pedro Mexia e José Tolentino de Mendonça. Conquanto a aproximação ao que de maior nada se pode pensar (Anselmo), ao que excede definições e conceitos, e convoque a necessidade de analogia, assim a unidade lectiva, no dobrar do terceiro ciclo a meses do Secundário, que se refere àquele mistério que Agostinho, nAs Confissões, chamou “mais íntimo que o meu próprio íntimo e mais sublime do que o ápice do meu ser”, demandasse também a mais densa interrogação poética. Em interdisciplinariedade, buscou-se, ainda, reforçar, nos alunos – que vieram também ao anfiteatro dizer poemas, com o mesmo pano de fundo temático, de dois autores transmontanos, diríamos como que vilarealenses de nascimento e adopção, José Augusto Mourão e A.M.Pires Cabral, respectivamente – a capacidade de encontro e aproximação à palavra poética.
Sophia, Jorge de Sena, Vitorino Nemésio, Pedro Tamen, Armando Silva Carvalho, Carlos Poças Falcão, Fernando Echevarría, Adília Lopes, Ruy Belo, Ruy Cinatti, José Bento, Cristovam Pavia, Daniel Faria: em algum momento das suas obras poéticas, cada um destes autores, vozes agora de novo escutadas ao anfiteatro da Escola de S.Pedro, confrontou-se com a questão de Deus. Para lhe dar assentimento, em alguns casos; para permanecer, eternamente, interrogação, em outros; ou, em definitivo, para se declararem, alguns, geracionalmente vencidos de uma dada pertença religioso-confessional. Não se cura, pois, aqui, de poemas de tipo catequético, arrumados à segurança e certezas sem mais.
Na indispensável e fraterna presença do grupo disciplinar de Português, bem como da Professora-Bibliotecária na sua hospitalidade acolhedora, em cada uma das mestras que “convocam para o significado” – papel do professor das Humanidades, segundo George Steiner – neste derradeiro ano do terceiro ciclo, ouvimos, com idêntica devoção, o modo como a Catarina Monteiro, o António Reis, a Joana Ramos, o Afonso Castro e a Carolina Soares puderam bem interpretar nomes maiores da poesia portuguesa contemporânea. E concluímos, com essa dádiva do antigo aluno que regressou, pródigo, a casa, na parábola que assinou e disse na primeira pessoa, poema sacado do bolso, com os refugiados caídos ao Mediterrâneo e a perplexidade de um Job frente ao mal que um Deus silente consentiria afinal, teodiceia, sempre ao largo, na pergunta pelo mal, nela mesmo, de quem o não naturaliza e, portanto, não aceita, e com ele continua, felizmente, a indignar-se - nessa mesma indignação, diria João Manuel Duque, desde logo, essa divina presença. Ou, muito poeticamente a encerrar a indagação, com Gottfried Benn:
Muitas vezes me tenho interrogado, mas sem encontrar resposta,
sobre de onde provém a doçura e a bondade.
Ainda hoje não o sei, e agora tenho de partir.

Pedro Miranda

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA

Seguidores