sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
Dia Escolar da não Violência e da Paz
Cidadania e Desenvolvimento - Literacia dos media
A literacia dos media é uma área cada vez mais importante para a formação de cidadãos ativos e informados. A biblioteca escolar, enquanto espaço e fonte de recursos de qualidade, deve proporcionar ambientes formativos promotores das diferentes literacias.
Com este objetivo, no dia 31 de janeiro, pelas 10.00, alunos do 7.º, 10.º e 12.º anos participaram num debate sobre a questão: As redes sociais são promotoras da violência?
Organizado pela professora bibliotecária, em articulação com o professor Pedro Miranda, esta atividade foi o culminar de uma planificação que envolveu a turma E do 10.º ano e os alunos da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católicas (EMRC) também do 10.º ano. Ao longo de duas semanas, nas disciplinas de Filosofia e EMRC, os alunos pesquisaram sobre o tema, recolheram evidências e dados pertinentes à discussão, organizaram os seus argumentos em mapas com recurso a uma ferramenta digital https://www.reasoninglab.com/pt/ e discutiram em pequenos grupos qual a posição que iriam defender.
O debate foi gravado pelos alunos que dinamizam a Rádio da escola e que serão os responsáveis pela seleção dos momentos mais significativos e posterior divulgação a toda a comunidade educativa.
terça-feira, 29 de janeiro de 2019
Dia Escolar da não Violência e da Paz
Porque no dia 30 de janeiro se comemora o "Dia das Broas" e há muitas atividades agendadas, o debate é adiado para o dia 31 de janeiro às 10 horas.
Os professores e alunos que queiram assistir devem inscrever-se na biblioteca.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
Afonso Reis Cabral na RTP - Outras Histórias
"No próximo dia 22 de janeiro pelas 21.00 horas no programa "Outras Histórias" da RTP, em Anatomia de um Livro, vamos conhecer Afonso Reis Cabral. O escritor combinou os factos reais de um crime de ódio com ficção sobre o caso Gisberta, que abalou o nosso país em 2006. O resultado é um livro que é uma incursão pela vida da vítima e dos agressores. Nesta reportagem acompanhamos o processo criativo que fez nascer a obra." https://www.rtp.pt/programa/tv/p36725/e2
sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
Ida ao teatro - Comunicar em segurança
No passado dia dez de
janeiro, algumas turmas da escola assistiram a uma peça de teatro levada a
cabo pela Fundação PT, alusiva ao tema «Segurança na internet».
O feedback dos alunos
da turma E do 10.º ano foi bastante positivo pois os atores são muito bons e conseguiram pegar num assunto sério e expô-lo de forma cómica, levando os alunos a refletir acerca dos eventuais perigos da internet. Foi uma forma original e
adequada ao público de reforçar um assunto que é crucial nos dias de hoje –
aprender a navegar seguramente na internet.
A turma E do 10.º ano com os atores.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
Afonso Reis Cabral - Apresentação do livro "Pão de Açucar"
No próximo dia 22 de janeiro, o escritor Afonso Reis Cabral estará presente na nossa escola, pelas 15.00, para apresentar o seu mais recente livro.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2019
Literacia 3Di - Alunos Apurados
Já são conhecidos os alunos que vão representar a Escola S/3 S. Pedro na fase distrital da LITERACIA 3Di – o desafio pelo conhecimento, que decorre de 11 a 22 de março de 2019, nas capitais de distrito de todo o país, incluindo Regiões Autónomas.
Leitura
- Marta Martins de Azevedo do 7.º B nº 21
Inglês - Maria Correia do 8.º D nº 15
Parabéns!
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019
As leituras dos nossos alunos
Eu gostei da obra “O
Cavaleiro da Dinamarca”, pois pela visão do cavaleiro consegui ter uma melhor
perspectiva de alguns países que gostaria de conhecer.
Uma característica que
também achei interessante foi o facto de a história passar a mensagem de que
nunca se deve ”quebrar” uma promessa, por exemplo, o cavaleiro não se esqueceu
da promessa que fez à família, tendo voltado passados dois anos a tempo da ceia
de Natal, como tinha prometido.
A narrativa aborda ainda
alguns momentos importantes para o nosso país e para a Humanidade, como a época
dos Descobrimentos, o que é estimulante porque, assim, podemos regressar para o
passado e perceber a nossa História a partir daquela que nos é contada.
Leonor
Castanheiro 7.ºC
Na
minha opinião, «O Cavaleiro da Dinamarca» é uma obra muito interessante e rica.
Esta apresenta-nos a Itália do Renascimento e muitos outros lugares, cada um
com as suas histórias, tradições e costumes. Também nos dá a conhecer a vida
das pessoas no século XV e o seu quotidiano.
A meu ver, a leitura deste livro incrível
faz-nos experimentar várias sensações, a tristeza e o silêncio da floreta onde
mora o Cavaleiro, o calor e o aconchego da família na ceia de Natal, a ostentação
de Veneza e Florença e a adrenalina e a ânsia da chegada a casa.
Eu gostei muito e desfrutei imenso desta
obra porque esta me ensinou como era a vida na época do Renascimento, os
costumes, as tradições e as histórias que fizeram aquele tempo permanecer na
História da Humanidade.
Manuel Fernandes
7.ºC
«O Cavaleiro da
Dinamarca» é um livro muito interessante pois fala de uma bela história de
Natal.
Este livro é muito bom
para estudarmos pois tem diversos argumentos a debater, lições de vida, muitos
casos de recursos para estudar diversos temas na Língua Portuguesa.
O livro é muito enriquecedor
no que respeita o vocabulário no decorrer da história, fala de histórias, belas
cidades e diz-nos que as promessas são deveres obrigatórios de cumprir.
Nesta história há uma
situação muito relevante. Este cavaleiro é muito religioso e bondoso. Andou
pelo «mundo inteiro» mas tinha como princípio peregrinar até à Palestina com a
certeza de que voltava a casa a tempo de celebrar o Natal seguinte com a
família e os criados.
Se nós acreditarmos nos
nossos desejos e lutarmos por eles sempre iremos conseguir o que queremos.
Temos de acreditar e nunca desistir.
Sendo assim o cavaleiro
foi muito lutador ao cumprir a promessa que fez à família e aos criados.
Maria Antónia Guerra Monge 7.ºC
sexta-feira, 11 de janeiro de 2019
CNL Alunos apurados - Correção
Alunos apurados para o Concurso Nacional de leitura
Ensino Básico
Leonor Santos 7.º B
Matilde Venera 7.º B
Ensino Secundário
Rui Silva 11.º A
Rita Encarnação 11.º A
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
sexta-feira, 4 de janeiro de 2019
quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
Identidades de F. Fukuyama
Talvez o politólogo Francis Fukuyama seja um bom, porque
um ilustrativo guia, para compreendermos o que mudou na política internacional
desde que,
em 1992, publicou O fim da história e o último homem – célebre ensaio no qual, na senda de
Hegel, preconizava que a finalidade da História era uma sociedade
liberal-democrática com economia de mercado – até à actual edição de
Identidades, o seu novo livro no qual assume duas mudanças essenciais no seu
pensamento político: i) o reconhecimento de que é muito difícil
erguer-se um Estado moderno, impessoal; ii) a possibilidade de que
a democracia liberal moderna decaia ou ande para trás (quer dizer,
Estados que chegaram a democratas possam retroceder no regime político
adoptado).
Em 1970, havia no mundo 30
«democracias eleitorais», mas em meados dos anos 2000 estas haviam chegado a um
número que se aproximava das 120 (p.13). Contudo, "algures na segunda
década dos anos 2000" tais democracias recuaram, passando, nas
palavras de Larry Diamond, por uma «recessão global».
À expansão democrática, na
sequência da queda do muro de Berlim, com o fim da antiga URSS e dos regimes
comunistas no Leste europeu - ambiente/espírito no qual se enquadrou "O
fim da história" de Fukuyama, rapidamente considerado de uma confiança,
ingenuidade ou arrogância excessiva na idealização de um modelo
político-económico único a uma escala global, indiferente a culturas,
geografias, histórias, resultados económicos muito diversificados - sucedeu um
retrocesso contemporâneo concomitante a x) uma aceleração da globalização e a
xx) uma crise financeira-económica-social, com o seu cortejo de falências,
desemprego, quebra do rendimento de milhões de trabalhadores em todo o mundo,
ou seja, na síntese do investigador, "as políticas da elite produziram" grandes problemas (p.23).
Países autoritários como a China e a Rússia tornaram-se mais
"auto-confiantes e afirmativos". Passaram a emergir as chamadas
«democracias iliberais» - e, aos exemplos mais habituais neste contexto,
Fukuyama acrescenta, ainda, o caso da Tailândia (p.23). O descalabro da invasão
do Iraque, e mesmo a intervenção no Afeganistão, iriam conduzir à radicalização
(religiosa/política) de milhões de pessoas.
Se a política do séc.XX
parecia organizada em torno do binómio esquerda-direita atinente
a questões de tipo económico - a esquerda reclamando
mais igualdade, a direita mais liberdade;
as ditas "políticas progressistas" centradas nos trabalhadores, nos
sindicatos e em partidos social-democratas que pretendiam
melhores prestações sociais e melhor distribuição da riqueza, enquanto a direita se
preocupava em reduzir o tamanho do estado e em promover a iniciativa privada
(p.24), a certo momento da última década tais agendas, não tendo desaparecido,
pareceram dar o lugar "a um espectro definido pela identidade".
A esquerda procurou promover uma ampla variedade de grupos - negros, mulheres, imigrantes, hispânicos, comunidade
LGBT - e a direita passou a um discurso em chave
patriótica, ou mesmo nacionalista,
associada esta a uma dada raça, etnia ou religião (isto é válido para o caso
americano, mas não só).
Fukuyama reconhece, neste
livro, a centralidade das questões económicas no agir humano - e daí os
problemas fundamentais identificados (ausência de resposta aos afectados pela globalização
e perda de rendimentos na sequência da longa crise iniciada em 2008) -, mas
recusa o exclusivo motivacional deste: sem um quadro de «ressentimento»
devidamente mobilizado, sedutor da parte da psique/alma humana que aspira ao
reconhecimento (o thymos), as mudanças políticas a que estamos a
assistir não teriam ocorrido: "o thymos é a parte
da alma que almeja o reconhecimento da nossa dignidade; a isotimia é
a exigência de se ser respeitado na base da igualdade com as outras pessoas;
a megalotimia é o desejo de ser reconhecido como superior. As
democracias liberais modernas prometem, e em larga medida oferecem, um grau
mínimo de igual respeito, encarnado nos direitos humanos, o primado da lei e o
direito ao voto. O que isso não garante é que numa democracia as pessoas sejam
respeitadas igualmente na prática, em particular os membros de grupos com um
historial de marginalização" (p.15). Outro problema é a recorrente
existência histórica da megalotimia, que tanto deu origem a heróis
como Churchill, ou «santos seculares» como Mandela,
como tragédias como as de Hitler ou Mao. Possuirá
a democracia liberal, ligada a uma economia de mercado, saídas para
a megalotimia? Em O fim da história e o ultimo homem,
Fukuyama, ironia da história, citava o exemplo de um tal Donald Trump que
fazia desaguar a sua ambição e megalomania para o mundo
empresarial. O que em 1992, com Trump no lugar de Trump, era a ilustração de
que o modelo funcionava, em 2018, com Trump no lugar de César, as campainhas
acendem em toda a sua extensão - isto, enquanto, de outro ângulo, o problema
da isotimia é que nenhuma sociedade tratará de forma igual
quem arriscou a vida pela comunidade (um bombeiro, um polícia, etc.), por
exemplo, com quem fugiu ao primeiro sinal (e parece haver quem não aceite esta
diferenciação).
Pedro Miranda
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