quinta-feira, 30 de maio de 2019

Pensamento crítico - 7.º ano

O exercício consistiu em, depois de visto este excerto do comentário, do passado Domingo, de Miguel Sousa Tavares -  colocar alunos do 7.º ano, a pensarem em argumentos que eventualmente corroborassem esta perspetiva, outros que a contrariassem e que formulassem um juízo sobre o assunto. 




Na minha opinião, Miguel Sousa Tavares referiu aspetos com que concordo e outros com os quais não concordo. Por um lado, acho que tem razão quando diz que a “Geração Z” está mais preocupada com os computadores, pois, hoje em dia, os jovens passam muito tempo online, sem se preocuparem com o que acontece no mundo.
Por outro lado, não concordo com o seu comentário sobre os jovens não lerem livros ou jornais, não saberem nada sobre História e não gostarem de música clássica, porque ainda há muitos jovens que sabem e gostam daquilo que referi anteriormente. Por exemplo, a minha irmã, que está quase a fazer 18 anos, lê livros e jornais muito regularmente, é muito interessada em História e adora música clássica, principalmente quando estuda.
Do meu ponto de vista, os jovens não têm tanto interesse em votar, pois os partidos não fazem campanha com aspetos que interessem a estes. Também acho que gerações mais velhas têm muito mais interesse em votar, porque viveram em tempos de ditadura, onde estes não podiam votar e lutaram por isso.

Sara Lopes, 13 anos, nº28, 7ºC

Miguel Sousa Tavares está correto, no sentido em que os jovens de hoje em dia devem estar mentalizados que votar é importante e não devem fingir que isto não lhes diz respeito. O voto deveria ser obrigatório para que os jovens pensassem melhor sobre a eleição.
Mas, por outro lado, Miguel Sousa Tavares exagerou no sentido em que os jovens não são ignorantes pelo facto de não se interessarem por algumas das coisas que ele acha importantes, ou coisas que apreciava quando era mais novo.
Eu acho que os jovens de hoje podem ter futuro, mas com pessoas a criticarem-nos desta forma torna-se mais difícil os jovens interessarem-se pela cultura e pela política. Se alguém os incentivasse e acreditasse neles, poderiam ir mais longe.

Marta Azevedo, 13 anos, nº20, 7ºB

No passado domingo (dia das eleições europeias), 68,6% dos portugueses não foram às urnas exercerem o direito de voto. Miguel Sousa Tavares, no seu comentário na estação televisiva TVI, disse várias frases polémicas como “as respostas deles [jovens] iam no sentido de ‘não gosto de política, sou mais de computadores’. Chamam-lhes a «Geração Z», mas Z de quê? De Zero?!”.
Miguel Sousa Tavares tem razão, porque realmente devia existir menos abstenção e a campanha devia ser feita para os jovens. Porém, Miguel Sousa Tavares coloca a culpa toda nos jovens e isso está errado. Ele também se esquece que nem todos os 68,6% que se abstiveram são jovens, e quase todos os adultos que não votaram estão sempre a criticar o Governo. E também é normal que os jovens que viveram os ataques às Torres Gémeas e da Troika não gostem de política e se queiram abster. A “geração dos computadores” tem contribuído e muito para a evolução da economia e podem não votar mas contribuem para melhorar o país de outras maneiras.
A meu ver, Miguel Sousa Tavares tem a total razão em tudo aquilo que diz menos quando coloca a culpa toda nos jovens. Compreendo, contudo, que esteja mais zangado com estes, porque na época da ditadura ele já era vivo e adorava ter este direito que 68,6% dos portugueses desperdiçaram.

António Mestre, 13 anos, nº2, 7ºC

Eu concordo com Miguel Sousa Tavares, pois os estudantes muitas das vezes estão mais ligados às tecnologias do que propriamente às coisas que acontecem fora das mesmas ou às histórias dos antepassados.
Hoje em dia, os jovens encontram-se fora dos assuntos, principalmente na área da política e não se interessam pelos assuntos abordados. Mas, por outro lado, penso que ainda existe um pingo de gente que realmente se interessa e quer saber dos problemas do mundo e também tem a necessidade e a obrigação como bons cidadãos de irem eleger as melhores pessoas para representar o país, a cidade…

Inês Rainho, 13 anos, nº12, 7ºB.

Geração Z: eu não concordo com que Miguel Sousa Tavares disse sobre o Z em «Geração Z» (Z de Zero de interesse). Eu não acho que todas as pessoas cuja idade é compreendida entre 18 e 24 anos devam interessar-se pelas mesmas coisas. Se algumas pessoas gostam de ficar no computador, ninguém pode dizer que são desinteressados

História e Música clássica: Miguel Sousa Tavares argumenta que a «Geração Z» não tem interesse em História ou música clássica. Na minha opinião, os jovens não deveriam gostar todos de História e música clássica. Porque é que idolatram tanto História e música clássica? Qual é o mal de uma pessoa gostar de outros tipos de áreas, como ciências ou línguas, ou gostar de outros tipos de músicas como rap ou ópera ou música pop?

Miguel Sousa Tavares afirma que os jovens não leem jornais. Alguns jovens podem ver telenotícias e porque devem todos ler jornais? Os jovens não se podem informar de outra forma? Talvez o comentador ainda não tenha conhecido nenhum jovem que leia jornais e por isso que nenhum lê jornais.

Beatriz Teixeira, 13 anos, 7ºB, nº3

Primeiramente, Miguel Sousa Tavares diz-nos que a chamada «Geração Z» é uma geração com nenhum interesse pelos livros, jornais, política internacional, história e música clássica. Eu estou de acordo, pois o conhecimento e a cultura são a base da comunicação numa sociedade bem estruturada. O conhecimento é a nossa arma mais forte. Seguidamente, o jornalista e comentador diz-nos que os jovens são muito apáticos a tudo o que os rodeia. A meu ver, Miguel Sousa Tavares está errado porque há muitos jovens interessados na nossa cultura e inúmeros jovens estimulados pela internet, onde também se podem abordar assuntos sérios. Depois, este diz-nos que a campanha eleitoral devia ser dirigida aos jovens. Nesse caso, concordo com o jornalista porque se um assunto atraísse a mentalidade jovem, como a tecnologia ou a salvação do planeta, mereceria mais empenho da «Geração Z».

Manuel Fernandes, 13 anos, 7ºC

Atividade do Professor Pedro Miranda

terça-feira, 21 de maio de 2019

Momento de poesia na BE - 7.º F

Alunos do 7.º F, acompanhados pela professora Alexandra Alves.   


                                                                                                                                                                   






                                                                                 

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Dia do Pensamento crítico na UTAD


Dia do Pensamento Crítico

Cidadania e Desenvolvimento

No seguimento da atividade promovida pelo Professor Pedro Miranda com a Drª Maria Celeste Martins, Diretora do Estabelecimento Prisional de Vila Real, publicamos as respostas às entrevistas feitas pelos alunos do 10.º ano a cidadãos presos neste estabelecimento.

Para uma entrevista a um recluso do Estabelecimento prisional de Vila Real
1.Conte-nos quem é.
2.Como foi o primeiro embate com a realidade prisional (a entrada na prisão, o conhecimento das suas regras, o primeiro dia, a primeira noite?).
3.No momento da prática do crime que o levou a ser detido, acreditou que não seria intercetado pelo sistema de justiça português?
4.Considera que ser recluso mudou a sua maneira de ser? Em que medida/de que forma?
5.Conseguiu criar amizades no interior do Estabelecimento Prisional?
6.O que é mais difícil para si, na vida diária no Estabelecimento Prisional?
7.Que avaliação faz da comida que lhe é servida, dos serviços médico, psicológico, espiritual que lhe são disponibilizados, do tratamento dos guardas prisionais?
8.Como crê que a sociedade olha para as pessoas que estão detidas? Está comprometido, e tem esperança, na sua rápida reinserção na sociedade, no mundo do trabalho, na vida associativa, cultural, desportiva?
9.Se pudesse mudar algo no Estabelecimento Prisional em que se encontra, o que seria?

10.O que pensa da própria pena de prisão? O que mudaria se pudesse voltar atrás? Considera justa a situação em que se encontra? 





https://bibliotecasaopedro.blogspot.com/2018/11/cidadania-e-desenvolvimento-biblioteca.html


sexta-feira, 10 de maio de 2019

Educação ambiental | A importância das abelhas

Excelente palestra sobre a importância das abelhas para a vida na terra. Uma aula de Educação Ambiental muito esclarecedora pelo apicultor e escritor Paulo Santos.




sexta-feira, 3 de maio de 2019

A tradição permite faltar à escola?

O Direito à educação é universal ou relativo? Pode um tribunal permitir que uma criança falte à escola porque é tradição na sua cultura? Deve o direito à identidade cultural sobrepor-se ao direito à educação?

A convite do professor Pedro Miranda, tivemos a presença na nossa escola do Magistrado do Ministério Público, Dr Luís Bravo, para discutir esta questão com algumas turmas de 10.º e 11.º anos.

A aluna de 10.º ano, Rafaela Carvalhais abriu o debate com a introdução do tema e apresentação dos princípios filosóficos que devemos convocar para uma discussão mais informada.

Foi uma sessão muito participada e com muito interesse para os alunos e professores presentes.








quinta-feira, 2 de maio de 2019

A importância das abelhas

No próximo dia 9 de maio, pelas 11.30, Paulo Santos, escritor e apicultor, visita a nossa escola para uma palestra sobre a importância das abelhas para o meio ambiente.
Com obra publicada sobre esta temática, As aventuras da Cuscas, promete ser uma atividade muito educativa para os alunos do Ensino Básico.
As turmas e professores interessados, devem inscrever-se na Biblioteca.


 

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Cidadania - Eleições europeias


A reflexão de Pedro Miranda sobre as eleições europeias, escrita em 2014. Mantém-se atual...


1.As recentes eleições europeias constituíram um momento fulcral, verdadeiramente determinante para avaliação e decisão acerca do nosso futuro colectivo. Para quem quer ver, o diagnóstico é absolutamente claro: a participação de Portugal na zona Euro, na medida em que significou o abandono da nossa soberania monetária e cambial, e sem que a arquitectura institucional da União Europeia consagrasse elementos como a a) união de transferências; b) harmonização fiscal entre os países dela integrantes; c) capacidade de um (hipotético) Estado Federal prosseguir políticas contra-cíclicas em momentos de recessão (nos estados federados); d) banco central com preocupações não apenas ao nível da inflação, mas da criação de empregocrescimento económico e prevenção de crises (funções que, por exemplo, a Reserva Federal norte-americana tem), e) união bancária; f) algum modo de – pelo menos, parcial -mutualização da dívida gerou constrangimentos muito fortes na nossa economia que, com o actual status quo, se torna impossível de ultrapassar.

2.Perante esta constatação, dois caminhos-limite se nos colocam: i) voltar para trás e regressar às moedas nacionais (entre nós, no fundo, a tese de João Ferreira do Amaral); ou ii) dar um salto federal, mais parcimonioso ou mais rápido, mas que implique, sempre, a construção de elementos institucionais/arquitectónicos como os acima mencionados (em Portugal, a tese de Viriato Soromenho-Marques).

3.Existindo forças políticas que sustentavam e acomodavam estas diferentes posições, nas mais recentes eleições a que fomos chamados, era especialmente sobre isto que deveríamos ter estado a discutir nos últimos meses (fosse essa discussão centrada num debate constitucional/constituinte europeu, fosse centrado nas políticas concretas mas que colidissem com essas escolhas de natureza estrutural), para que a opção por um dos caminhos vindos de enunciar fosse clara/consciente. Seja como for, o voto massivo de protesto, a vitória de nacionalismos múltiplos, tornou, de per se, já hoje, mais difícil a segunda das opções, isto é, de algum modo o caminho para um modelo de tipo federal.

4.E, no entanto, parecia-me, claramente, que esse seria o caminho preferível. Revejo-me, aliás, por completo, na formulação de Viriato Soromenho-Marques: “Não estou confiante de que o país, no final, não tenha de regressar a um sistema monetário próprio, mas os custos desse regresso serão tão dolorosos, a todos os níveis, que essa não deve ser a opção estratégica, mas a opção de recurso. O que J.F. Amaral estima ser um objectivo prioritário, considero eu como cenário derradeiro que só deve ser ponderado depois de termos tentado (e falhado) influenciar, com veemência argumentativa e uma rede sólida de alianças, uma verdadeira viragem federal na União Europeia” (Portugal na queda da Europa, pp.92-93). Estamos a meio da ponte. Na Inglaterra do séc.XIX, demorou-se quase 100 anos a resolver um problema de dívida de 200% do PIB para 30% do Produto. Nos termos das democracias contemporâneas, tal qual as conhecemos, julga-se muito difícil que as pessoas/cidadãos aceitem/sufraguem uma opção desta natureza (releiam-se os roteiros de Cavaco e as décadas que imagina para que a nossa dívida seja paga). Uma austeridade para um século. Daí que dentro de uma legislatura, seja improvável que não tenhamos saído do mesmo sítio. A questão, claro, é saber para onde vamos.

5.A dúvida maior – alguns diriam, um foco de esperança - parece residir em como se solucionará o seguinte enigma: como conciliará a Alemanha a pretensão de manter o euro– uma espécie de marco à escala europeia que favorece o tipo de paradigma económico em que se sustentam os germânicos e, por isso, apoiado pela sua elite política e empresarial, como assinala Félix Ribeiro – e, simultaneamente, não dar passos para uma Europa de tipo federal, quer dizer, como manter, sem nada dar em troca, por exemplo no espaço de uma legislatura, tudo como até aqui, se alguns dos povos, face a ilimitados sacrifícios, tenderem a rejeitar a moeda única? Teremos “uma Europa, dois euros”?

6.No seu Portugal na queda da Europa, Viriato Soromenho-Marques recupera a visão do filósofo Thomas Hobbes sobre o que seria o estado natureza dos indivíduos (a quando da inexistência de uma autoridade central forte, o Estado): a guerra de todos contra todos. Analogicamente, aplica a teoria aos Estados: sem que estejam sob uma comum partilha e autoridade (federalismo) e caindo no isolamento nacional, a guerra de todos contra todos tornar-se-á uma possibilidade, uma probabilidade nada negligenciável.

7. Sopesando esta advertência, atentando na radiografia e balanço à nossa participação na zona euro, e com os resultados eleitorais conhecidos percebe-se, em definitivo, que chegou um dos tais momentos de verdade que os povos atravessam. Pena que por ser mais fácil falar em primárias de legislativas do que explicar as competências do BCE e seu significado; pena que por ser mais complexo conversarmos sobre a harmonização fiscal na Europa e sua repercussão para a existência – ou inexistência – de Estados Sociais (robustos) do que embarcar em protestos fulanizados em personagens sem o menor pensamento europeu estruturado, atravessemos esse momento tão desinspirados, tão desinformados, tão desconhecedores.
Pedro Miranda

terça-feira, 23 de abril de 2019

23 de abril - Dia Mundial do Livro






 O Dia Mundial do Livro comemora-se desde 1996 a 23 de abril.

Na Catalunha é oferecida uma rosa a quem comprar um livro. Na Biblioteca da Escola, como já vem sendo tradição, oferecemos um cravo vermelho a quem requisitar um livro para leitura domiciliária.



A IMPORTÂNCIA DA LEITURA

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