sexta-feira, 17 de maio de 2019

Dia do Pensamento crítico na UTAD


Dia do Pensamento Crítico

Cidadania e Desenvolvimento

No seguimento da atividade promovida pelo Professor Pedro Miranda com a Drª Maria Celeste Martins, Diretora do Estabelecimento Prisional de Vila Real, publicamos as respostas às entrevistas feitas pelos alunos do 10.º ano a cidadãos presos neste estabelecimento.

Para uma entrevista a um recluso do Estabelecimento prisional de Vila Real
1.Conte-nos quem é.
2.Como foi o primeiro embate com a realidade prisional (a entrada na prisão, o conhecimento das suas regras, o primeiro dia, a primeira noite?).
3.No momento da prática do crime que o levou a ser detido, acreditou que não seria intercetado pelo sistema de justiça português?
4.Considera que ser recluso mudou a sua maneira de ser? Em que medida/de que forma?
5.Conseguiu criar amizades no interior do Estabelecimento Prisional?
6.O que é mais difícil para si, na vida diária no Estabelecimento Prisional?
7.Que avaliação faz da comida que lhe é servida, dos serviços médico, psicológico, espiritual que lhe são disponibilizados, do tratamento dos guardas prisionais?
8.Como crê que a sociedade olha para as pessoas que estão detidas? Está comprometido, e tem esperança, na sua rápida reinserção na sociedade, no mundo do trabalho, na vida associativa, cultural, desportiva?
9.Se pudesse mudar algo no Estabelecimento Prisional em que se encontra, o que seria?

10.O que pensa da própria pena de prisão? O que mudaria se pudesse voltar atrás? Considera justa a situação em que se encontra? 





https://bibliotecasaopedro.blogspot.com/2018/11/cidadania-e-desenvolvimento-biblioteca.html


sexta-feira, 10 de maio de 2019

Educação ambiental | A importância das abelhas

Excelente palestra sobre a importância das abelhas para a vida na terra. Uma aula de Educação Ambiental muito esclarecedora pelo apicultor e escritor Paulo Santos.




sexta-feira, 3 de maio de 2019

A tradição permite faltar à escola?

O Direito à educação é universal ou relativo? Pode um tribunal permitir que uma criança falte à escola porque é tradição na sua cultura? Deve o direito à identidade cultural sobrepor-se ao direito à educação?

A convite do professor Pedro Miranda, tivemos a presença na nossa escola do Magistrado do Ministério Público, Dr Luís Bravo, para discutir esta questão com algumas turmas de 10.º e 11.º anos.

A aluna de 10.º ano, Rafaela Carvalhais abriu o debate com a introdução do tema e apresentação dos princípios filosóficos que devemos convocar para uma discussão mais informada.

Foi uma sessão muito participada e com muito interesse para os alunos e professores presentes.








quinta-feira, 2 de maio de 2019

A importância das abelhas

No próximo dia 9 de maio, pelas 11.30, Paulo Santos, escritor e apicultor, visita a nossa escola para uma palestra sobre a importância das abelhas para o meio ambiente.
Com obra publicada sobre esta temática, As aventuras da Cuscas, promete ser uma atividade muito educativa para os alunos do Ensino Básico.
As turmas e professores interessados, devem inscrever-se na Biblioteca.


 

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Cidadania - Eleições europeias


A reflexão de Pedro Miranda sobre as eleições europeias, escrita em 2014. Mantém-se atual...


1.As recentes eleições europeias constituíram um momento fulcral, verdadeiramente determinante para avaliação e decisão acerca do nosso futuro colectivo. Para quem quer ver, o diagnóstico é absolutamente claro: a participação de Portugal na zona Euro, na medida em que significou o abandono da nossa soberania monetária e cambial, e sem que a arquitectura institucional da União Europeia consagrasse elementos como a a) união de transferências; b) harmonização fiscal entre os países dela integrantes; c) capacidade de um (hipotético) Estado Federal prosseguir políticas contra-cíclicas em momentos de recessão (nos estados federados); d) banco central com preocupações não apenas ao nível da inflação, mas da criação de empregocrescimento económico e prevenção de crises (funções que, por exemplo, a Reserva Federal norte-americana tem), e) união bancária; f) algum modo de – pelo menos, parcial -mutualização da dívida gerou constrangimentos muito fortes na nossa economia que, com o actual status quo, se torna impossível de ultrapassar.

2.Perante esta constatação, dois caminhos-limite se nos colocam: i) voltar para trás e regressar às moedas nacionais (entre nós, no fundo, a tese de João Ferreira do Amaral); ou ii) dar um salto federal, mais parcimonioso ou mais rápido, mas que implique, sempre, a construção de elementos institucionais/arquitectónicos como os acima mencionados (em Portugal, a tese de Viriato Soromenho-Marques).

3.Existindo forças políticas que sustentavam e acomodavam estas diferentes posições, nas mais recentes eleições a que fomos chamados, era especialmente sobre isto que deveríamos ter estado a discutir nos últimos meses (fosse essa discussão centrada num debate constitucional/constituinte europeu, fosse centrado nas políticas concretas mas que colidissem com essas escolhas de natureza estrutural), para que a opção por um dos caminhos vindos de enunciar fosse clara/consciente. Seja como for, o voto massivo de protesto, a vitória de nacionalismos múltiplos, tornou, de per se, já hoje, mais difícil a segunda das opções, isto é, de algum modo o caminho para um modelo de tipo federal.

4.E, no entanto, parecia-me, claramente, que esse seria o caminho preferível. Revejo-me, aliás, por completo, na formulação de Viriato Soromenho-Marques: “Não estou confiante de que o país, no final, não tenha de regressar a um sistema monetário próprio, mas os custos desse regresso serão tão dolorosos, a todos os níveis, que essa não deve ser a opção estratégica, mas a opção de recurso. O que J.F. Amaral estima ser um objectivo prioritário, considero eu como cenário derradeiro que só deve ser ponderado depois de termos tentado (e falhado) influenciar, com veemência argumentativa e uma rede sólida de alianças, uma verdadeira viragem federal na União Europeia” (Portugal na queda da Europa, pp.92-93). Estamos a meio da ponte. Na Inglaterra do séc.XIX, demorou-se quase 100 anos a resolver um problema de dívida de 200% do PIB para 30% do Produto. Nos termos das democracias contemporâneas, tal qual as conhecemos, julga-se muito difícil que as pessoas/cidadãos aceitem/sufraguem uma opção desta natureza (releiam-se os roteiros de Cavaco e as décadas que imagina para que a nossa dívida seja paga). Uma austeridade para um século. Daí que dentro de uma legislatura, seja improvável que não tenhamos saído do mesmo sítio. A questão, claro, é saber para onde vamos.

5.A dúvida maior – alguns diriam, um foco de esperança - parece residir em como se solucionará o seguinte enigma: como conciliará a Alemanha a pretensão de manter o euro– uma espécie de marco à escala europeia que favorece o tipo de paradigma económico em que se sustentam os germânicos e, por isso, apoiado pela sua elite política e empresarial, como assinala Félix Ribeiro – e, simultaneamente, não dar passos para uma Europa de tipo federal, quer dizer, como manter, sem nada dar em troca, por exemplo no espaço de uma legislatura, tudo como até aqui, se alguns dos povos, face a ilimitados sacrifícios, tenderem a rejeitar a moeda única? Teremos “uma Europa, dois euros”?

6.No seu Portugal na queda da Europa, Viriato Soromenho-Marques recupera a visão do filósofo Thomas Hobbes sobre o que seria o estado natureza dos indivíduos (a quando da inexistência de uma autoridade central forte, o Estado): a guerra de todos contra todos. Analogicamente, aplica a teoria aos Estados: sem que estejam sob uma comum partilha e autoridade (federalismo) e caindo no isolamento nacional, a guerra de todos contra todos tornar-se-á uma possibilidade, uma probabilidade nada negligenciável.

7. Sopesando esta advertência, atentando na radiografia e balanço à nossa participação na zona euro, e com os resultados eleitorais conhecidos percebe-se, em definitivo, que chegou um dos tais momentos de verdade que os povos atravessam. Pena que por ser mais fácil falar em primárias de legislativas do que explicar as competências do BCE e seu significado; pena que por ser mais complexo conversarmos sobre a harmonização fiscal na Europa e sua repercussão para a existência – ou inexistência – de Estados Sociais (robustos) do que embarcar em protestos fulanizados em personagens sem o menor pensamento europeu estruturado, atravessemos esse momento tão desinspirados, tão desinformados, tão desconhecedores.
Pedro Miranda

terça-feira, 23 de abril de 2019

23 de abril - Dia Mundial do Livro






 O Dia Mundial do Livro comemora-se desde 1996 a 23 de abril.

Na Catalunha é oferecida uma rosa a quem comprar um livro. Na Biblioteca da Escola, como já vem sendo tradição, oferecemos um cravo vermelho a quem requisitar um livro para leitura domiciliária.



sexta-feira, 5 de abril de 2019

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA

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