sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Ida ao teatro - Comunicar em segurança


No passado dia dez de janeiro, algumas turmas da escola assistiram a uma peça de teatro levada a cabo pela Fundação PT, alusiva ao tema «Segurança na internet».
O feedback dos alunos da turma E do 10.º ano foi bastante positivo pois os atores são muito bons e conseguiram pegar num assunto sério e expô-lo de forma cómica, levando os alunos a refletir acerca dos eventuais perigos da internet. Foi uma forma original e adequada ao público de reforçar um assunto que é crucial nos dias de hoje – aprender a navegar seguramente na internet. 



      A turma E do 10.º ano com os atores.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Afonso Reis Cabral - Apresentação do livro "Pão de Açucar"

No próximo dia 22 de janeiro, o escritor Afonso Reis Cabral estará presente na nossa escola, pelas 15.00, para apresentar o seu mais recente livro.



quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Literacia 3Di - Alunos Apurados




Já são conhecidos os alunos que vão representar a Escola S/3 S. Pedro na fase distrital da LITERACIA 3Di – o desafio pelo conhecimento, que decorre de 11 a 22 de março de 2019, nas capitais de distrito de todo o país, incluindo Regiões Autónomas.


Leitura

  - Marta Martins de Azevedo do 7.º B nº 21
 
Inglês

  - Maria Correia do 8.º D nº 15
 
Parabéns!

 
 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

As leituras dos nossos alunos





Eu gostei da obra “O Cavaleiro da Dinamarca”, pois pela visão do cavaleiro consegui ter uma melhor perspectiva de alguns países que gostaria de conhecer.
Uma característica que também achei interessante foi o facto de a história passar a mensagem de que nunca se deve ”quebrar” uma promessa, por exemplo, o cavaleiro não se esqueceu da promessa que fez à família, tendo voltado passados dois anos a tempo da ceia de Natal, como tinha prometido.
A narrativa aborda ainda alguns momentos importantes para o nosso país e para a Humanidade, como a época dos Descobrimentos, o que é estimulante porque, assim, podemos regressar para o passado e perceber a nossa História a partir daquela que nos é contada.
Leonor Castanheiro 7.ºC

  Na minha opinião, «O Cavaleiro da Dinamarca» é uma obra muito interessante e rica. Esta apresenta-nos a Itália do Renascimento e muitos outros lugares, cada um com as suas histórias, tradições e costumes. Também nos dá a conhecer a vida das pessoas no século XV e o seu quotidiano.
A meu ver, a leitura deste livro incrível faz-nos experimentar várias sensações, a tristeza e o silêncio da floreta onde mora o Cavaleiro, o calor e o aconchego da família na ceia de Natal, a ostentação de Veneza e Florença e a adrenalina e a ânsia da chegada a casa.
Eu gostei muito e desfrutei imenso desta obra porque esta me ensinou como era a vida na época do Renascimento, os costumes, as tradições e as histórias que fizeram aquele tempo permanecer na História da Humanidade.
Manuel Fernandes 7.ºC

«O Cavaleiro da Dinamarca» é um livro muito interessante pois fala de uma bela história de Natal.
Este livro é muito bom para estudarmos pois tem diversos argumentos a debater, lições de vida, muitos casos de recursos para estudar diversos temas na Língua Portuguesa.
O livro é muito enriquecedor no que respeita o vocabulário no decorrer da história, fala de histórias, belas cidades e diz-nos que as promessas são deveres obrigatórios de cumprir.
Nesta história há uma situação muito relevante. Este cavaleiro é muito religioso e bondoso. Andou pelo «mundo inteiro» mas tinha como princípio peregrinar até à Palestina com a certeza de que voltava a casa a tempo de celebrar o Natal seguinte com a família e os criados.
Se nós acreditarmos nos nossos desejos e lutarmos por eles sempre iremos conseguir o que queremos. Temos de acreditar e nunca desistir.
Sendo assim o cavaleiro foi muito lutador ao cumprir a promessa que fez à família e aos criados.

                                                                                                          Maria Antónia Guerra Monge 7.ºC 


sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Identidades de F. Fukuyama



Talvez o politólogo Francis Fukuyama seja um bom, porque um ilustrativo guia, para compreendermos o que mudou na política internacional desde que, em 1992, publicou O fim da história e o último homem – célebre ensaio no qual, na senda de Hegel, preconizava que a finalidade da História era uma sociedade liberal-democrática com economia de mercado – até à actual edição de Identidades, o seu novo livro no qual assume duas mudanças essenciais no seu pensamento político: i) o reconhecimento de que é muito difícil erguer-se um Estado moderno, impessoal; ii) a possibilidade de que a democracia liberal moderna decaia ou ande para trás (quer dizer, Estados que chegaram a democratas possam retroceder no regime político adoptado).
Em 1970, havia no mundo 30 «democracias eleitorais», mas em meados dos anos 2000 estas haviam chegado a um número que se aproximava das 120 (p.13). Contudo, "algures na segunda década dos anos 2000" tais democracias recuaram, passando, nas palavras de Larry Diamond, por uma «recessão global». 
À expansão democrática, na sequência da queda do muro de Berlim, com o fim da antiga URSS e dos regimes comunistas no Leste europeu - ambiente/espírito no qual se enquadrou "O fim da história" de Fukuyama, rapidamente considerado de uma confiança, ingenuidade ou arrogância excessiva na idealização de um modelo político-económico único a uma escala global, indiferente a culturas, geografias, histórias, resultados económicos muito diversificados - sucedeu um retrocesso contemporâneo concomitante a x) uma aceleração da globalização e a xx) uma crise financeira-económica-social, com o seu cortejo de falências, desemprego, quebra do rendimento de milhões de trabalhadores em todo o mundo, ou seja, na síntese do investigador, "as políticas da elite produziram" grandes problemas (p.23). Países autoritários como a China e a Rússia tornaram-se mais "auto-confiantes e afirmativos". Passaram a emergir as chamadas «democracias iliberais» - e, aos exemplos mais habituais neste contexto, Fukuyama acrescenta, ainda, o caso da Tailândia (p.23). O descalabro da invasão do Iraque, e mesmo a intervenção no Afeganistão, iriam conduzir à radicalização (religiosa/política) de milhões de pessoas.
Se a política do séc.XX parecia organizada em torno do binómio esquerda-direita atinente a questões de tipo económico - a esquerda reclamando mais igualdade, a direita mais liberdade; as ditas "políticas progressistas" centradas nos trabalhadores, nos sindicatos e em partidos social-democratas que pretendiam melhores prestações sociais e melhor distribuição da riqueza, enquanto a direita se preocupava em reduzir o tamanho do estado e em promover a iniciativa privada (p.24), a certo momento da última década tais agendas, não tendo desaparecido, pareceram dar o lugar "a um espectro definido pela identidade". A esquerda procurou promover uma ampla variedade de grupos - negrosmulheresimigranteshispânicoscomunidade LGBT - e a direita passou a um discurso em chave patriótica, ou mesmo nacionalista, associada esta a uma dada raça, etnia ou religião (isto é válido para o caso americano, mas não só).
Fukuyama reconhece, neste livro, a centralidade das questões económicas no agir humano - e daí os problemas fundamentais identificados (ausência de resposta aos afectados pela globalização e perda de rendimentos na sequência da longa crise iniciada em 2008) -, mas recusa o exclusivo motivacional deste: sem um quadro de «ressentimento» devidamente mobilizado, sedutor da parte da psique/alma humana que aspira ao reconhecimento (o thymos), as mudanças políticas a que estamos a assistir não teriam ocorrido: "o thymos é a parte da alma que almeja o reconhecimento da nossa dignidade; a isotimia é a exigência de se ser respeitado na base da igualdade com as outras pessoas; a megalotimia é o desejo de ser reconhecido como superior. As democracias liberais modernas prometem, e em larga medida oferecem, um grau mínimo de igual respeito, encarnado nos direitos humanos, o primado da lei e o direito ao voto. O que isso não garante é que numa democracia as pessoas sejam respeitadas igualmente na prática, em particular os membros de grupos com um historial de marginalização" (p.15). Outro problema é a recorrente existência histórica da megalotimia, que tanto deu origem a heróis como Churchill, ou «santos seculares» como Mandela, como tragédias como as de Hitler ou Mao. Possuirá a democracia liberal, ligada a uma economia de mercado, saídas para a megalotimia? Em O fim da história e o ultimo homem, Fukuyama, ironia da história, citava o exemplo de um tal Donald Trump que fazia desaguar a sua ambição e megalomania para o mundo empresarial. O que em 1992, com Trump no lugar de Trump, era a ilustração de que o modelo funcionava, em 2018, com Trump no lugar de César, as campainhas acendem em toda a sua extensão - isto, enquanto, de outro ângulo, o problema da isotimia é que nenhuma sociedade tratará de forma igual quem arriscou a vida pela comunidade (um bombeiro, um polícia, etc.), por exemplo, com quem fugiu ao primeiro sinal (e parece haver quem não aceite esta diferenciação).

Pedro Miranda

domingo, 9 de dezembro de 2018

Promover o pensamento crítico com a Biblioteca Escolar (Ideias com Mérito)




Desenvolver as capacidades de construir, analisar e avaliar argumentos são objetivos (entre outros) da disciplina de filosofia que concorrem para a aquisição de pensamento crítico. Para atingir este objetivo, durante o 1º período, os alunos trabalharam, em articulação com a Biblioteca Escolar, os Direitos Humanos (tema de Cidadania e Desenvolvimento).  Das inúmeras atividades desenvolvidas destacamos o debate organizado pelo 10.º E e alargado às turmas C do 7.º ano e E do 12.º ano que decorreu na sexta-feira passada na Biblioteca Escolar, sobre a questão: É a hospitalidade um dever ético?  Temos o dever de acolher os refugiados? Têm os refugiados o direito a ser acolhidos?

Para um esclarecimento mais informado sobre a atualidade da questão, os alunos (no dia Mundial da Filosofia), assistiram à palestra do professor Pedro Miranda sobre a Aporofobia, um conceito da filósofa  Adela Cortina, que podemos consultar aqui: http://bibliotecasaopedro.blogspot.com/2018/11/dia-mundial-da-filosofia-2018.html
A preparação do debate alargado exigiu um trabalho prévio de pesquisa, realizado na Biblioteca Escolar, de acordo com a metodologia da pesquisa guiada (guided inquiry), e debates cooperativos em pequenos grupos, com recurso à metodologia da Controvérsia Construtiva, na sala de aula. Este trabalho de articulação entre a disciplina de filosofia e a Biblioteca Escolar permitiu que os alunos esclarecessem a questão, pesquisassem os melhores argumentos e contra argumentos e se sentissem preparados para defender as suas posições com rigor e fundamentação.
A abertura do debate esteve a cargo do Diogo que esclareceu os presentes sobre a questão em causa e a sua atualidade. A Rafaela apresentou o primeiro argumento e o Pedro o primeiro contra argumento. Seguiu-se uma discussão muito participada com todos os elementos presentes. Fechou-se o debate com a síntese da moderadora (professora de filosofia) que salientou os melhores argumentos e apontou algumas fragilidades noutros. 
Agradecemos a colaboração da professora Rosalina Sampaio (Coordenadora da Cidadania e Desenvolvimento) e do professor Pedro Miranda.















A IMPORTÂNCIA DA LEITURA

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