A POESIA É UMA ARMA CARREGADA DE FUTURO
Foi no auditório da Escola São Pedro completamente cheio (com cerca de 200 pessoas) que teve lugar o espetáculo “Entre nós e as palavras”, de Pedro Lamares, inserido na atividade do Município “Entre quem lê”.
Trata-se de um dos declamadores ou diseurs de poesia mais reconhecidos atualmente, que tem provas dadas quer no teatro, no cinema e também em televisão. Na poesia, criou, realizou e participou em vários recitais, em festivais literários, tendo participado em dezenas de espetáculos do ciclo “Quintas de Leitura” do Teatro Municipal do Porto. Coordenou a Maratona de Leitura da Festa de Poesia do Centro Cultural de Belém durante dez anos. Trabalhou regularmente com a Casa Fernando Pessoa, a Fundação José Saramago e o Instituto Camões.
Este amor pela poesia nasceu quando leu o livro de Alberto Caeiro, “O Guardador de Rebanhos” e a partir desse momento sentiu que a poesia podia ser muitas coisas.
Neste espetáculo, Pedro Lamares, para além de dizer poesias de Alberto Caeiro, José Régio, Jorge Sousa Braga, Camões, Gil Vicente, António Lobo Antunes, Woody Allen, Filipa Leal, Alexandre O’Neill, Francisca Camelo, Valter Hugo Mãe, explicou o porquê da escolha desses poemas e, na parte final, estabeleceu um diálogo com os alunos. Estes colocaram questões muito bem formuladas, revelando espírito crítico e informado, tendo sido elogiados pelo ator.
Pedro Lamares focou temas extremamente pertinentes para além dos temas do amor e da morte, sempre presentes na poesia. Focou as tendências perigosas da atualidade no que diz respeito às ideologias extremistas, ao perigo da perda da liberdade, à forma como queremos tratar os outros, à xenofobia e à não aceitação dos imigrantes. Mostrou aos alunos que é importante estar atento e não acreditar em tudo o que veem nas redes sociais. Não é aí que devem procurar as notícias.

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