quinta-feira, 28 de maio de 2015

Dia das Línguas


Sentimentos poéticos

Enveredei por caminhos nos quais me queria perder e encontrar. Procurei o tudo, o nada, o riso, a lágrima, o vazio, o infinito - a beleza da vida.
Encontrei a arte – uma coletânea de emoções, vibrações, sensações, palpitações. Encontrei poesia, cores, melodias, o pó. Encontrei o refúgio das ansiedades, verdades arrebatadoras. Encontrei a mudança.
Descobri uma nova forma de existir e ver o mundo. Descobri o ódio, o amor; a mágoa, a cura; o medo, a paz. Descobri murmúrios, gritos, suspiros. O silêncio. Descobri os cinco sentidos. A minha vida e a do outro. De outros. O tempo relativo. O espaço mais apertado, condensado. Todas as vidas numa chama; uma vela a arder, aguardando o seu fim. A escuridão.
Aprendi a ver. Observar o mundo – este, o outro; o meu, um mais distante, a magia circundante. O relógio a avançar e a recuar, deixando-me perdida neste universo paralelo. A solidão.
Aprendi a ouvir. Escutar as sombras, os olhares, os sorrisos, as hesitações e o gesto mais impulsivo. A chuva, a madrugada, a noite, o dia. O sopro. O mais humilde respirar, as mais violentas euforias. As viragens.
Aprendi a saborear. Provar o desafio de mais uma página em branco. Várias telas, pinceladas sinestésicas. A miscelânea de sons envolventes e embalantes, aconchegantes. O desespero.
Aprendi os aromas. O mar, a rua, o fora, o dentro, o perto, o longe. Uma chegada inesperada, a costumeira presença. Um vício. O vício. A maior dependência.
Aprendi a sentir, a tocar, a experimentar, a querer mais. Muito mais. A recorrer a esse conforto sem igual. Ao frígido calor sufocante. Ao tépido frio cortante. Às mãos suaves e secas. Aos olhares cruéis e afáveis. À vida madrasta e tão bela. À morte, feroz e fiel inimiga. À eternidade. Aos sentidos
Folheei as leves e brancas páginas. O negro ressaltava …

Cristina Ferreira – 11º G


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