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Dezembro - Cartas da Amnistia - Nassima al-Sada

 


PRESA POR DEFENDER A LIBERDADE DAS MULHERES
Nassima está na prisão pelo seu trabalho pacífico de defesa dos direitos das mulheres na Arábia Saudita. Passam meses sem que possa ver os seus filhos ou o seu advogado. Queremos a sua liberdade imediata.

Nassima al-Sada tinha pequenos prazeres na vida, um deles era passar horas no jardim de sua casa e estar com os seus animais. Ainda hoje, na cela onde está presa faz questão de manter esses prazeres, quando possível. A sua única ligação com o exterior é uma planta impecavelmente cuidada, que lhe faz companhia.

Durante muito tempo, Nassima fez campanha pela liberdade das mulheres na Arábia Saudita. Mas, ao fazê-lo, perdeu a sua. É uma das várias proeminentes ativistas que defenderam o direito das mulheres a conduzirem e a tratarem dos assuntos diários sem precisarem de autorização do seu “guardião” do sexo masculino.

Porque é que um rapaz menor de idade deveria ser o guardião de uma mulher adulta? Porque é que não existe uma idade em que a mulher se torna adulta, responsável pelas suas decisões e pela sua vida? Porque é que deveria existir um homem responsável pela sua vida?

O sistema de guardiões na Arábia Saudita exigia que as mulheres pedissem permissão a um homem para sair ou para outras atividades básicas rotineiras. Apesar destas leis se terem tornado mais flexíveis nos últimos meses, as mulheres que agiram para pôr um fim a este sistema permanecem atrás das grades.

Nassima foi presa, pelo seu trabalho pacífico em direitos humanos, em julho de 2018. Na prisão, foi vítima de maus-tratos e, durante um ano, ficou numa pequena cela, em regime de solitária, completamente isolada de outras pessoas. É lhe permitido apenas um telefonema por semana à família, mas não pode receber visitas, nem do seu próprio advogado.

Ainda assim, Nassima e a família não desistem de exigir liberdade. E nós também não.

Assine a petição e apele ao rei da Arábia Saudita para que retire todas as queixas contra Nassima e a liberte imediata e incondicionalmente, bem como as outras mulheres defensoras de direitos humanos.

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